segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

Para os Traumas Emocionais




Qualquer procedimento terapêutico para a cura dos traumas emocionais, varia de um caso para outro, dependendo do tipo da experiência traumática do indivíduo.
Apresentamos, a seguir algumas terapias científicas, compatíveis com a Psicoterapia Teocêntrica, aplicáveis a maioria dos traumas emocionais:

Sintetizadores de Ondas Cerebrais – SOC

Usando tecnologia de última geração associadas às técnicas utilizadas em equipamentos de eletroencefalografia foi possível desenvolver os sintetizadores de ondas cerebrais. Trata-se de um aparelho que permite a uma pessoa, mesmo sem treino, entrar em outros níveis mentais e desfrutar de seus efeitos benéficos.

O SOC é uma forma completamente natural de excitação para aumentar a produção de ondas cerebrais Alpha e Theta permitindo ao usuário um acesso rápido a uma gama de estados mentais que variam de relaxamento a transe profundo.

Com o sintetizador e sem esforço para o usuário, após 10 (dez) minutos de uso consegue-se fazer a freqüência cerebral acompanhar o seu ritmo, levando a mente rapidamente a níveis de maior energia fazendo-nos sentir como se tivéssemos dormido 8 horas de um sono reparador. É possível obter resultados desde as primeiras sessões criando em si mesmo maior autoconfiança e bem estar.



Psicoterapia Breve

Em 1994, um estudo realizado pelos professores Charles Figley, PhD e Joyce L. Carbonell, PhD, da Florida State University, sobre as abordagens breves para o tratamento de traumas e fobias, foi objeto de um artigo na revista The Family Therapy Networker. EMDR (Eye Moviment Desensitization and Reprocessing).


EMDR – Dessensibilização e Reprocessamento - Movimentos Oculares
Steve Andreas e Connirae Andreas são dois dos mais respeitados pesquisadores, divulgadores e autores da PNL. Uma de suas grandes contribuições foi a divulgação de como o movimento dos olhos podem ser utilizados para reprocessar experiências marcantes, permitindo processos inconscientes de integração e compreensão (fechamento) de experiências.

Uma das descobertas da PNL foi a ligação entre posições dos olhos e ativação de processos sensoriais internos. Quando os olhos estão voltados para cima há o ativamento do pensamento visual; olhos voltados para os lados ativam o pensamento auditivo; e olhos voltados para baixo ativam mais intensamente a capacidade de sentir sensações. Seguindo as instruções do terapeuta, o cliente movimenta seus olhos em várias direções enquanto mantém o pensamento no incidente vivido. Esta movimentação parece permitir que áreas do cérebro, antes não ativadas durante a experiência crítica em si e nas lembranças subseqüentes, possam agora ser incluídas no processamento do incidente. O resultado final é o alcance de um estado de compreensão e freqüentemente de serenidade diante das lembranças.

Ressonância Afetiva

A relação afetiva é um regulador de todas as emoções e, portanto, da fisiologia do corpo. O contato emocional é uma necessidade biológica. Experiências afirmam que a qualidade da relação entre pais e filhos, definida pelo grau de empatia dos pais e pelas suas respostas às necessidades emocionais dos filhos, determina, anos mais tarde, a tonicidade do sistema parassimpático da criança, ou seja, o fator que favorece a coerência do ritmo cardíaco e permite melhor resistir ao estresse e à depressão.

Num livro sobre o cérebro emocional e suas funções, "Uma Teoria Geral do Amor", Thomas Lewis, Richard Lannon e Fari Amini, três psiquiatras da Universidade da Califórnia em San Francisco, batizaram o fenômeno de "relação límbica" e afirmaram: "A relação afetiva é um conceito tão real e determinante quanto qualquer medicamento ou intervenção cirúrgica". Mesmo o amor de um cachorro ou de um gato tem efeitos importantes sobre o humor e o estresse.

Coerência Cardíaca
Os estudos fisiológicos modernos confirmam antigas teses: quando se mede a variação cardíaca no computador, constata-se que a maneira mais simples e rápida para fazer com que o corpo entre em "coerência cardíaca" é experimentar sentimentos de gratidão ou de carinho em relação ao outro.

Em situações de estresse, ansiedade, depressão ou cólera, o ritmo cardíaco se torna "caótico", ao contrário dos estados de bem-estar, quando se mostra "coerente". O ritmo cardíaco influi diretamente na tensão arterial, na respiração e também no funcionamento do sistema imunológico.

Estudos sobre como manter um ritmo cardíaco "coerente" concluíram que, em vez de buscar perpetuamente circunstâncias exteriores ideais, o melhor e mais fácil é começar pelo controle interior da própria fisiologia —ou seja, do próprio ritmo do coração. Por meio de exercícios respiratórios específicos, pode-se manter a "coerência" desse ritmo e evitar o "caos", associado ao estresse e estados depressivos.

Um dos exercícios básicos indicados é o seguinte: o "paciente" começa fazendo duas respirações lentas e profundas, que estimulam o sistema parassimpático e favorecem o "freio" fisiológico. Em seguida, acompanha atentamente a expiração até o final e deixa, após uma pausa de alguns segundos, que a inspiração retome naturalmente. Numa segunda etapa, deve-se imaginar que a respiração lenta e profunda é realizada pelo coração. Por fim, a concentração, de um pensamento relacionado a algo bom, deve ser incorporada à respiração.

Em um estudo publicado no "American Journal of Cardiology", pesquisadores do Instituto HeartMath, da Califórnia, mostram que a simples invocação de uma emoção positiva graças a uma lembrança ou a uma cena imaginada induz a uma rápida transição da variação cardíaca ao ritmo "coerente".

Na Inglaterra, 6.000 executivos de grandes empresas, como Shell, British Petroleum, Hewlett-Packard e Unilever, foram treinados para realizarem exercícios que os ajudassem a manter uma coerência cardíaca. O mesmo ocorreu nos EUA, com empregados da Motorola e funcionários do governo da Califórnia.

Um outro estudo, da Academia Nacional de Ciências dos EUA, sugere, inclusive, que a coerência cardíaca favorece o equilíbrio hormonal: após um mês de prática de exercícios (30 minutos diários, cinco dias por semana) que promovem o "ritmo coerente", a taxa de DHEA (dehidro-epi-androsterona), o chamado "hormônio da juventude", dobrou.

Estas e outras técnicas terapêuticas têm permitido o alívio rápido do sofrimento de pessoas vítimas de traumas emocionais.

(Extraído de meu novo livro: Sanidade Para os Traumas Emocionais).

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